

A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina, um problema mais comum do que se imagina, especialmente após gestações, partos e menopausa. Apesar de frequente, não é normal e não deve ser encarada como algo inevitável.
Segundo a fisioterapeuta pélvica Marina Miranda, que atua no Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, falar sobre o problema é o primeiro passo para combatê-lo:
“A incontinência urinária é comum, mas não é normal. E sim, existe tratamento eficaz.”
O que é incontinência urinária?
A incontinência urinária é definida como qualquer tipo de perda involuntária de urina e é uma condição mais comum em mulheres e pessoas com vulva. Essa continua sendo uma disfunção pouco diagnosticada e tratada, que impacta não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a vida social de quem convive com ela.
“Quanto antes a pessoa procurar ajuda, maiores são as chances de recuperar o controle urinário e prevenir que a incontinência se agrave”, alerta Marina.
A incontinência urinária pode ser classificada de diferentes formas, sendo as mais comuns:
Como explica Marina Miranda, “na maioria das vezes, a incontinência urinária está ligada ao enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, que são responsáveis por sustentar a bexiga e ajudar no controle da urina. Esse enfraquecimento pode acontecer depois da gravidez, do parto, com alterações hormonais ou até por hábitos de vida.”
A prevalência de IUE entre mulheres e pessoas com vulva, segundo pesquisa (Teixeira et al, 2024), varia entre 10% e 40%, influenciada por idade, número de gestações, peso e menopausa. Além desses fatores, outros que podem contribuir para o surgimento da IU, tais como: descendência étnica, histerectomia, prolapso genital, estresse e depressão.
A fisioterapia pélvica é recomendada como primeira escolha no tratamento da incontinência urinária.
Marina destaca que “com exercícios e técnicas específicas, conseguimos fortalecer os músculos do assoalho pélvico, melhorar a sustentação da bexiga e devolver qualidade de vida. Não existe idade certa para começar o tratamento — ele é para todas as fases da vida.”
Muitas pessoas relatam melhora significativa já nas primeiras sessões, e em alguns casos a incontinência pode ser completamente resolvida. “Se você sente esses sintomas, não espere. Procure um profissional qualificado. O tratamento pode transformar seu dia a dia”, comenta Marina.
O silêncio em torno da incontinência urinária mantém muitas pessoas afastadas de tratamentos eficazes.
Buscar avaliação com uma fisioterapeuta pélvica é fundamental para identificar a causa e iniciar um plano de cuidado personalizado.
Entre em contato com o Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e agende sua avaliação.
Referências:
TEIXEIRA, Thaiana da Costa et al. Incontinência Urinária de Esforços em Mulheres: Uma Revisão Literária. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 6, n. 8, p. 3316-3330, 2024. Disponível em: https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/2881/3250
DA SILVA, João Vitor Martins Bernal et al. Prevalência da incontinência urinária e seu impacto na qualidade de vida de mulheres adultas. Revista Baiana de Saúde Pública, v. 48, n. 1, p. 91-101, 2024. Disponível em: https://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/3971/3315
